Moqueca é capixaba, o resto é peixada!

“Moqueca é capixaba, o resto é peixada!”. Essa famosa frase, motivo de briga com nossos vizinhos baianos, diz muito sobre o carinho que nós capixabas temos com o prato. A expressão, por sinal, foi criada pelo jornalista Cacau Monjardim nos anos 70, quando, em uma viagem na Bahia, deixou a galera de lá nervosa por afirmar que a moqueca deles era muito pesada.

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Essa sensação se dá devido a algumas diferenças nas receitas das duas regiões. Diferentemente da baiana, a moqueca capixaba não leva azeite de dendê e leite de coco. Aqui, o azeite utilizado é o de oliva, o que torna o prato mais leve. Além disso, a panela de barro, reconhecida como ícone capixaba de tradição indígena, é presença obrigatória na preparação da moqueca – contribuindo para a redução da acidez do tomate e para o sabor do peixe.

Essas diferenças, segundo historiadores, são explicadas a partir da fundação dos estados, uma vez que aqui a relação indígena-portuguesa possui um peso maior do que a africana-portuguesa dos nossos amigos baianos. Os primeiros relatos do prato na nossa história vem lá de 1554, quando o padre português Luis de Grã relatou que “quando se dispunham a comer carne humana, os índios assavam-na na labareda”, isto é, no moquem. Já em 1584, o padre Fernão de Cardim comentou que eram moqueados também peixes, batatas e outros alimentos.

De lá pra cá, a moqueca sofreu alterações e incorporações de elementos da nossa cultura local e de outros povos, até chegar nessa receita que a gente tanto ama. E amamos tanto que, em 2013, enquete promovida pelo Ministério do Turismo elegeu a moqueca como o prato que não pode faltar na mesa de um turista.

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No dia 30 de setembro, comemoramos o dia oficial desse prato que representa a identidade e a cultura do nosso estado. Ficou com água na boca e quer saber como preparar uma legítima moqueca capixaba? Então se liga no passo a passo clicando aqui.

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