Artesanato capixaba: tradição e arte!

A origem do artesanato capixaba é herança de um mosaico de etnias que habitaram a nossa terra como, primeiramente, a indígena e, em seguida, os colonizadores portugueses, negros africanos e imigrantes europeus. De lá para cá, apesar de algumas mudanças, grande parte da produção se manteve: tecelagem, cerâmicas, fibras, trançados, objetos em coco e madeira, trabalhos com conchas e sementes, dentre outros. Hoje, o artesanato capixaba é responsável por empregar aproximadamente 12 mil artesãos – configurando-se como importante instrumento de inclusão social e geração de renda. Assim, milhares de famílias são beneficiadas e nossa economia, consequentemente, também cresce. Só vemos vantagens!

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Diz o ditado que o primeiro artesão foi Deus, que fez o homem do barro. As paneleiras de Goiabeiras, portanto, mantêm viva essa linha de produção derivada das mãos divinas naquele que talvez seja o nosso produto artesanal mais conhecido: a panela de barro. Mais pura expressão da nossa cultura, sua técnica de produção pouco mudou em mais de 400 anos, quando era produzida nas tribos indígenas. E essa tradição é tão importante que, em 2002, recebeu o título de Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Top, né?

A maioria das artesãs trabalha em um galpão em Goiabeiras com 32 cabines com bancada, armário e prateleiras individuais. Para fazer as panelas, as artesãs retiram a argila do Vale do Mulembá, no bairro Joana D’arc. Do manguezal que margeia a região de Goiabeiras, é retirada a casca que permite a extração da tintura com a qual são açoitadas as panelas ainda quentes. Depois de prontas, as panelas são comercializadas por todo o Brasil e, anualmente, celebradas na Festa das Paneleiras, em Goiabeiras.

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Mas nem só de panela de barro vive o nosso artesanato. O ES possui cerca de 410 km de costa e os artesãos das cidades e vilas litorâneas desenvolveram o artesanato de conchas, abundante nas praias capixabas. Das conchas, são criadas artes como colares, petisqueiras, cinzeiros, cortinas, molduras, acessórios, dentre outros, produzidos principalmente na cidade de Piúma e exportados para os quatro cantos do país.

O artesanato em madeira também tem destaque por aqui através da produção de esculturas e utensílios domésticos, confecção de instrumentos musicais de corda (em especial na cidade de João Neiva) e fabricação de pios de aves (principalmente em Cachoeiro de Itapemirim, onde funciona a única fábrica na América Latina).

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Ah, e claro que não podemos esquecer do nosso instrumento musical mais famoso: a casaca. Reflexo da influência africana na música e no congo capixaba, a casaca é uma variação capixaba do reco-reco, instrumento encontrado em várias partes do mundo. Mas só aqui ele tem o formato que simula um corpo humano, com a cabeça representada no topo e o pescoço no local onde se segura o instrumento. Reza a lenda que a escultura era uma forma dos escravos representarem o que fariam, se pudessem, com os senhores que lhe fizessem mal, enforcando-os. Sinistro, né? Mas hoje ele é utilizado para espalhar alegria em forma de música nas nossas tradicionais festas de congo.

Além dessas, existem diversas outras expressões culturais espalhadas por todo o nosso estado que representam fragmentos da nossa cultura. E para ajudar a contar essa nossa história, o Sebrae ES lançou recentemente o catálogo Brasil Original ES, que reúne fotos e descrições do artesanato capixaba. Vale a pena dar uma conferida clicando aqui nesse trabalho extremamente rico. 

Agora conta pra gente: qual é sua produção artesanal capixaba favorita? Bora valorizar a nossa cultura!

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